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Pensamento do dia: A vida

por twin_mummy, em 10.01.14

Há dias em que temos a certeza que a vida é como o 'Candy Crush'... quando estamos mesmo a atingir o objectivo e pensamos que temos um trunfo na manga (como a colour bomb da imagem, também designada por 'DJ' pelos meus filhos), percebemos que afinal não temos mais que um tijolo ou um quadrado de chocolate que engole toda e qualquer réstia de esperança.

 

PS: a quem ainda não foi atingido pelo Efeito Candy Crush, o chocolate ali é vicious, vicious, vicious...

Estás quase lá...

por twin_mummy, em 09.01.14

Estavamos a ver um episódio de 'A Casa do Mickey Mouse' em que o Mickey andava à procura do Pato Donald, e nessa sua demanda, a dada altura, usou um saltitão para entrar num foguetão (sim, altamente plausível). Diz o Pandinha:

 

-Mamã! Olha ele a entrar para o fogão.

 

Antes fosse, antes fosse... Burn mouse, burn!

A caca do desfralde

por twin_mummy, em 06.01.14

Não, não sou apologista de tirar as fraldinhas num dia e dizer 'Agora desenrasca-te', e por isso, mas também porque nasceram prematuros, tenho dado algum desconto aos mabecos e procurado respeitar o seu ritmo. Acontece que agora com a conversa do 'És crescido porque já fizeste 3 anos.', que eu ando a tentar vender como a desculpa para se portarem bem (o Pai Natal já lá vai), calhou da Patapon pedir ontem para tirar a fralda e usar cuecas. Nada que não andássemos a fazer no verão passado, quer em casa quer na escola mas entretanto, porque nestas coisas o calor é sempre melhor aliado, aderimos à pausa de inverno proposta pela escola. Só que a um pedido tão directo é claro que eu não poderia dizer que não.

 

E foi assim que, depois de uma temporada festiva em casa dos avós, com sacos ainda para arrumar, roupa para lavar, fazer o milagre de secar debaixo desta chuva e depois passar, com milhentos brinquedos para reorganizar (tirar os do ano passado e colocar alguns dos que lhes deram este ano), e depois de uma festa de aniversário (a terceira da semana e prometo voltar a este assunto em breve) inteiramente organizada por mim no que isso tem de bom e mau, dei por mim ontem a arranjar mais lenha para me queimar.

 

Porque não sou muito fã dos bacios (a parte do limpar depois da criancinha fazer lá aterrar o poio não é de todo agradável), coloquei o redutor na sanita e alertei os mabecos de que deveriam lá ir com regularidade. Em menos de 10 minutos a Patapon pediu 2 vezes para fazer xixi, e eu achei que a coisa até poderia correr bem. Até que oiço o co-irresponsável:

-Cheira-me a cocó... quem está a fazer cocó?

-Eu não tenho! -responde o Pandinha com ar de quem não tem mesmo nada a ver com o assunto.

E nisto, eu a achar que ela também ia dizer que não, e que depois teriamos que brincar ao 'deixa cheirar a fralda', exclama a mabeca com ar orgulhoso:

-Sou eu, mamã! Sou eu que estou a fazer cocó!!

E com um misto de estupefação e desespero lá lhe digo:

-Querida... mas estás feliz porquê?

-Porque estou a fazer nas cuecas!! -responde ela de sorriso cada vez mais rasgado.

-Mas não é suposto fazeres nas cuecas...tinhas que pedir. Não era o que estava combinado?

-Ohhh... não era? Que chatice!!

 

Pois eu não diria melhor. Foi uma chatice limpar aquilo das cuecas, e limpar o rabo da miúda (alguém tem uma técnica boa para elevar os putos no ar enquanto se lhes limpa o rabo??), para 10 minutos depois ouvir o Pandinha exclamar:

-Olha aqui! Olha aqui!

...enquanto apontava para uma poça de xixi acabadinho de fazer no chão da sala.

 

NOTA MENTAL 1: voltar a treinar o desfralde em Abril.

NOTA MENTAL 2: respirar fundo pois está melhor que há uns meses atrás (ver posts 'O poio' e 'O pilas')

Pérolas dos mabecos: Contas incertas

por twin_mummy, em 05.01.14

Os mabecos andam agora a passar uma fase mais complicada quer para adormecer, quer para comer. Em ambas o Pandinha tem uma boa desculpa que é andar pior da alergia, e por isso mais obstruído. Mas uma coisa é perceber o porquê de ter mais dificuldade, outra seria demitir-me de insistir para que coma um pouco, e por isso recorre-se ao que se pode. 

-Então vamos comer só mais 2, está bem? Uma para o papá, outra para o Tatu. -tentava eu negociar.

-Não, 2 não!! Só 3! -impunha ele, ingenuamente.

 

Oh! Como eu te adoro por ainda não saberes contar, meu amor!!

Moon(ish)child(ish)...

por twin_mummy, em 04.01.14

Desculpem. Hoje estou assim... mas prometo amanhã contar como correu a festinha dos mabecos, pois tenho mesmo muito a agradecer.

http://www.youtube.com/watch?v=QDMLfjPuxPc

Desculpe-me senhor sapo!

por twin_mummy, em 02.01.14

Ao senhor sapo que quase atropelei pelo caminho peço as minhas mais sentidas desculpas. E não, não falo no sentido figurado, já que um desses bichinhos se atravessou na estrada e me fez guinar o volante e recuar no tempo.

 

Há muitos muitos anos, quando eu estava a estagiar a mais de 100 kms de casa, calhava de passar por uma zona de grande irrigação fluvial (ai que poética que eu hoje estou), e naqueles quilómetros finais calhava sempre de encontrar algum animal. Os corvos e as cegonhas eram os mais usuais, mas a dada altura encontrei lagostins. E desviei-me, claro!

 

Pois no dia seguinte em vez de 2 ou 3 tinha a estrada coberta de lagostins. Ao ponto de a cada volta de rodado ouvir aquele 'crrrssssshhhh' característico, como quem martela uma sapateira. Parar não podia, que aquela maltinha tinha ar de quem ia ficar por ali a cirandar todo o dia, e eu tinha quem me esperasse no destino. Outro caminho também não havia pelo que segui em frente, mas sempre de peso na consciência por matar algo que não comesse de seguida.

 

E tanto isso me perturbou que acabou por ser tema de conversa ao almoço com o meu orientador. Pelos vistos os animais estavam em época de migração e o trajecto passava por aquele local exacto onde resolveram fazer uma estrada. A culpa não seria dos animais, é certo... mas eu confesso que não estava ansiosa por fazer o trajecto de regresso a esmagar mais umas dezenas de... caraças! Aquilo era marisco, certo? De rio, mas marisco! Vai daí lembrei-me de perguntar se era comestível e foi aí que se fez luz. Pelo menos se fosse para matar que comesse, não? Liguei à mamã e ela disse que sim, que sabia cozinhar lagostins de rio, e que o meu pai até apreciava.

 

Decidida então a transformar os quilómetros seguintes em caçada fiz-me à estrada em final do dia já com a missão estudada. Acontece que no porta bagagens do meu carro sempre andou o triângulo de sinalização, o colete, o extintor, o kit de primeiros socorros, e aquela coisa tão útil em caso de pneu furado (acreditem que já perdi a conta aos que troquei, e quando o nosso primeiro carro é um VISA 10E com uma década dá muito jeito ter tais acessórios) que se chama WD-40, e depois a bisnaga de supergel e o paninho para limpar as mãos. Mas nada de sacos.

 

Quem não me conhece pode achar que sou pessoa de desistir à mínima contrariedade, mas eu devo ser mais teimosa e determinada que uma mula (talvez seja isso que ainda me faz aguentar), e por isso apanhei-os (sim, à mão, que no fundo aquilo são caranguejos e tal proeza eu estava habituada a fazer nas pescarias com o meu avô e nos pontões das praias da Costa da Caparica) e atirei-os para o porta-bagagens. Dei-lhes uma lição de moral para não estragarem nada ou teriam uma morte lenta (ehehe) e lá prossegui caminho.

 

 

Chegada a casa da minha mãe, feliz e orgulhosa com a caçada, esta quebrou-me o raciocínio quando guinchou ao olhar para o porta bagagens. 

-Mas vêm vivos!! E à solta!! -dizia ela completamente abismada.

 

Juro que por momentos aquela não me parecia a mesma mãe que insistiu com uma pirralha de 3 ou 4 anos (eu, portanto) que tinha que tirar as rãs todas que lhe tinha posto cuidadosamente no casaco, enquanto ela e uma amigas andavam a pescar enguias ao cesto (uma bela tradição que espero não esteja esquecida) num regato perto de Leiria. Recordo-me do discurso da altura... de que não as podia levar porque não iam sobreviver. Porque só eram felizes ali, e blá, blá... A mesma mãe que certa vez, a caminho de Serpa, quando fizemos uma das muitas paragens de beira de estrada que a inexistência de auto-estrada e a co-existência de 2 mabecas tolas no banco de trás de um Fiat 124 (nada é suficientemente largo quando duas manas andam à porrada) nos obrigava a fazer, me negou o transporte de uma maria-café que encontrei nas ervinhas. Já devias saber o que a casa gasta, certo??

 

Vai daí eu, teimosa como sou (não sei se já vos disse isto) liguei para recém sogra (namorava há pouco tempo e por isso imagino a imagem com que ela ficou a meu respeito logo nessa altura) que disse que sim, os sabia cozinhar (desconfio agora que esta deve ser a resposta pronta de mãe, tipo 'Claaaaaro que sim! Sei cozinhar isso e muito mais.'). E lá incertei eu novamente caminho, não sem antes a minha mãe ter insistido para pelo menos os levar numa panela, que o meu pai apertou com sisal, de forma a que a tampa não saltasse.

 

Pois... mas em casa da sogra o cenário não foi diferente, e alguns gritinhos depois, decidi fazer eu o petisco. Não estava mal, mas tenho a reter que os lagostins de rio precisam de bem mais sal que os outros...

 

E assim, depois desta derrapagem pela maionaise, voltámos ao presente, onde o co-irresponsável garante que nenhum sapo ficou ferido no decorrer desta história. Já eu... não tenho tanta certeza. Acho que simplesmente o meu gajo ainda gosta de mim o suficiente para me pregar uma mentira piedosa ou impedir-me de voltar atrás para desviar o sapo do caminho. Não sei porquê... prefiro pensar que está tudo bem com o sapinho, e que apenas levou um valente susto, e uma repreensão da mamã dele por ter atravessado a estrada sem olhar.

Parabéns, meus amores!

por twin_mummy, em 01.01.14

Escrevi e reescrevi este post milhentas vezes, e nunca parecia ficar à altura de quem merece o Mundo. Curiosamente, a quem parece ter sempre algo a dizer falham-me as palavras certas. E por isso recorro, mais uma vez, às palavras de Saint-Exupéry.


No dia seguinte o principezinho voltou.

- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estaria inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... 

 

Exactamente há 3 anos, por volta desta mesma hora, já eu começava a ser feliz. Obrigada aos meus mabequinhos por me manterem cativa a este amor que já não me cabe no coração. Vocês serão sempre o melhor do meu Ano Novo.

 

Adoro-vos muito, muito!

PARABÉNS!!

As imagens utilizadas neste blog são na sua maioria de autoria própria ou de amigos e familiares, com o devido consentimento. A autoria daquelas que são retiradas da internet será indicada sempre que seja possível fazê-lo de forma inequívoca, mas mesmo assim poderão ser removidas caso o autor o entenda, bastando para tal contactar-me para o e-mail aqui indicado.

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