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Teorias de uma mãe de gémeos: Carros Magnéticos

por twin_mummy, em 15.08.18

Ao conduzir por estas belas estradas portuguesas (sobretudo a 2ª Circular com piso irregular e obras) não consigo deixar de temer pela minha vida. Talvez por ser mãe e ter aquele sentido extra-apurado de protecção da prole, talvez por também gostar muito do meu próprio coiro e não querer que fique danificado. 

 

Temo a cada cratera, temo a cada baia mal colocada, mas temo sobretudo a cada carro magnético que me ultrapassa. Não sabem o que é? Então estejam atentos! É aquele tipo de carro que assim que passa o nosso em 1 milímetro se sente imediatamente atraído para o centímetro de estrada que nos precede, e nos obriga a fazer uma travagem daquelas em que saem as asneiras todas que pedimos aos catraios para não dizer. Como toda a gente conduz tão bem, parto do princípio que o problema seja mesmo o excesso de magnetismo do carro. Estou a pensar magnetizar o meu para o polo oposto...

Nova doença infantil

por twin_mummy, em 26.06.18

A Patapon, a brincar às lojas, parece que descobriu uma nova doença infantil. Calculo que afecte quem come muitos marshmallows...

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3 em 1

por twin_mummy, em 16.06.18

Como entreter a mabecagem sem gastar um tostão e de forma a que se cansem?

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Simples... vai-se à Dechathlon!!

 

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Eduquem as vossas crianças!!!

por twin_mummy, em 31.10.17

Porque raio o puto que ia no Metro mascarado de abóbora chorou quando me viu mascarada de vampiro? Os vampiros não comem abóboras.... DUH!!!

Os tablets dos meus filhos...

por twin_mummy, em 25.11.16

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Os filhos dos outros

por twin_mummy, em 06.08.16

Aquele momento em que ouves uma criança a gritar 'Paaaaiiiiiiii' do lado de fora da casa e por momentos pensas 'Como é que a miúda saiu?' para depois caires na real e perceberes que é a neta do vizinho do lado...

Vamos à salga!

por twin_mummy, em 07.04.16

Alguns de vocês que acompanham o blog há mais tempo e que me conhecem de outras paragens sabem o que tenho lutado para encontrar uma solução para as alergias do Pandinha.

 

Tudo começou quando ele tinha 2 anos e uma daquelas constipações pinga-nariz que teimam em não passar. Ao fim de 1 mês de nariz entupido, depois de uma noite em que mal respirava, decidi ir com ele às urgências da Estefânia. Garantiram-me que não tinha nada nos pulmões mas tinha realmente o nariz muito entupido aliado ao facto de ter os adenóides e as amígdalas grandes e propuseram referenciação para Otorrino. Fez-me sentido e por isso esperei ansiosamente pela consulta.

 

Sem querer citar aqui nomes, pois calculo que toda a gente tenha os seus dias, embora num médico isso possa ser problemático, confesso que saí daquela consulta com vontade de apresentar queixa da Senhora (não, não a vou tratar por Doutora pois acho que não merece o título). Desde fazer o diagnóstico assim que entrámos pela porta (sem sequer o auscultar, sem ver a garganta ou fazer qualquer exame, e ignorando o facto de que ele andava a correr há mais de uma hora e meia, que foi o tempo de atraso da consulta, decidiu que era para operar aos ouvidos, nariz e garganta) até criticar o facto dele estar na escola e não entregue aos cuidados da avó, pois estaria muito melhor protegido.

 

Pois, compreendo que nem toda a gente ache a educação importante, mas para sermos então coerentes devia tirar a Patapon também, certo? Mesmo porque se a alergia (que era o que nós desconfiávamos dado o meu historial e do co-irresponsável) é contagiosa, mais valia ela também não estar exposta aos micróbios dos coleguinhas para depois os trazer para casa, certo? E já agora, que tal castigá-los ainda mais e obrigá-los a ficarem trancados em casa numa redoma?

 

Perante a minha insistência lá mandou o miúdo fazer um raio-X onde realmente dava para ver os adenóides aumentados. Mas por muito que eu questionasse que importaria saber o porquê, para ela não interessava. Tirava-se e pronto! E se à pergunta:

-Ele faz quantas otites, quantas amigdalites? A resposta era:

-Nenhuma! Nunca fez, sempre foi saudável. Anda é ultimamente com o nariz entupido.

Para a médica a audição selectiva era: -De certeza que deve estar enganada. Vou por aqui que sim, que faz....

 

E quando eu disse que me fazia sentido ele ser visto por um alergologista antes de tomar tal decisão quase levei com o processo dele em cima, acompanhado por um:

-Se quer que ele tenha uma insuficiência cardio-respiratória tome lá isto e vá pedir as segundas opiniões que quiser!!

 

Claro que tendo nós dois dedos de testa, tendemos a pensar o que é melhor para eles e, perante aquele cenário eu achava que o melhor era uma segunda opinião. Mesmo assim, a incerteza mexe connosco e seguiram-se meses de ansiedade.

 

Felizmente encontrei um bom alergologista e uma boa otorrino, e graças também às medicinas alternativas o Pandinha lá se foi aguentando. Os testes de alergia foram inconclusivos, dado ser na altura ainda muito pequeno, os primeiros testes auditivos revelaram algum bloqueio que poderia levar a surdez e assim justificar a operação. Mas a medicação deu uma ajuda e conseguimos estabilizar tudo com Zyrtec+Nasomet e muita praia. Desde os 2 anos até aos 3 e meio, foi assim que ele se aguentou. Não ficava mais vezes doente que a mana, simplesmente tem de vez em quando o narizito mais entupido e de x em x meses lá fazia um dia de febre baixinha.

 

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Entretanto, um pouco por acaso, soubemos da existência de um centro de haloterapia no Parque das Nações. A filha de uns amigos nossos anda lá e ele notou melhorias, e por isso deu-nos o contacto.

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Sempre fui da opinião que experimentar não custa e por isso lá fomos com o Pandinha. Durante o mês que lá andou antes do Natal de 2014 deixou por completo a medicação e nunca mais o vi de nariz a pingar. Na primeira semana foi todos os dias, desde então 1x por semana. Quando interrompemos nas férias de Natal foi precisamente quando ficou doente.

 

Agora com 5 anos o Pandinha continua estável sem qualquer sinal ou sintoma de alergia, e sem qualquer medicação. O segundo teste que fez há cerca de 1 ano já não revelou perigo de surdez. Não sai barato manter a terapia semanal, mas vale todos os cêntimos lá empregues, e para eles é muito agradável pois passam os 40 minutos a brincar no sal como se de areia se tratasse. Tem muito mais energia (se achávamos que tal não era possível cedo percebemos que afinal não temos dois filhos mas sim uma filha e um coelhinho da Duracell), deixou de ressonar e já não sei o que são narizes a pingar há meses.

 

Estamos ansiosos por fazer novamente a ronda dos médicos e mostrar os resultados. E eu e o co-irresponsável estamos também com vontade de experimentar ir lá os dois um dia relaxar nos cadeirões.

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A quem está a passar por situação semelhante recomendo que pelo menos experimentem. Não só o espaço em si é agradável como não poderia deixar de aqui fazer um elogio à Susana. Mais do que dona do espaço, passou a ser nossa amiga. Os miúdos fazem desenhos para ela e levam-lhe prendinhas. Não vão à Haloterapia, vão 'à Susana' e não hesitam em explicar que temos de nos descalçar e que não podemos esfregar as mãos nas paredes, para o sal não cair. No fundo sentem-se em casa, e isso é impagável. E bem melhor que uma operação ao nariz ouvidos e garganta, diria eu.

 

Claro que nem todos os casos são iguais e haverá aqueles em que a operação será inevitável e urgente. Posso ser fã das terapias alternativas mas de modo algum dispenso o nosso pediatra, o nosso alergologista e a nossa otorrino. Tudo dependerá das próximas consultas e exames, mas graças à Haloterapia tenho alguma esperança de que no caso do Pandinha não venha a ser necessário.

 

E porque sei que há muita gente a passar por este mesmo dilema, fica a sugestão... vão à salga! 

Feliz Páscoa

por twin_mummy, em 27.03.16

Para a maior parte dos portugueses esta será a época da morte e ressureição de Cristo, para muitos outros uma desculpa para reunir a família à volta da mesa.

 

GOPR0034.JPGNão é que não tenha também havido por cá boa petiscada, porque houve! Aliás... cá por casa qualquer motivo é bom para se reunir a malta à mesa e qualquer motivo é bom para se abrir um bom vinho. Como compreendo que nestas coisas uma imagem vale por mil palavras deixo-vos uma pequena amostra do que por cá se comeu.

 

 

Desde o hambúrger XL em bolo do caco caseiro, passando pelo polvo à lagareiro, até chegar a um belo cozido à portuguesa e terminar no tradicional cabrito assado no forno.

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Porque cá em casa não gostamos muito de celebrar tristezas, no ano passado resolvemos celebrar a Páscoa à nossa maneira. Além de reunir a família à mesa, reunimos também a família na caça ao ovo. E haja alegria!

 

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É certo que não faz sentido haver um coelho relacionado de alguma forma com ovos de chocolate, é certo que no fundo tudo isto descambou de uma festa pagã em que tanto o coelho como o ovo eram símbolos de fertilidade, e que disso queremos distância que para fertilidade já basta uma falha qualquer da pílula resultar em gémeos... mas o que é certo é que a malta diverte-se a esconder os ovos, os mabecos a procurarem por eles. E com a GoPro consegue-se imagens espectaculares como esta...

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E sim, também filmámos para mais tarde recordar. Quero guardar estas gargalhadas para sempre! E por isso enquanto depender de mim vai haver sempre caça ao ovo cá por casa.

 

Entretanto este ano descobri uma outra preciosidade da Regina... coelhos de chocolate para enfeitar. Cada caixa tem um coelho normalíssimo em chocolate de leite, e uma bisnaga de chocolate branco para enfeitar.

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O limite, como podem ver pela imagem abaixo é a imaginação, e confesso que estou muito orgulhosa das obras de arte dos meus mabecos, que já contam 5 anos. Como o tempo passa...

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 E de uma forma ou de outra o que conta é que o tempo seja mesmo bem passado, certo? Cá por casa, juro que foi! E por aí?

Dicas da Twin: Férias com crianças e férias com gémeos

por twin_mummy, em 28.08.15

Muita gente me pergunta como se faz férias com gémeos. Da mesma maneira que se faz com um filho ou com dois... não se faz! Ou melhor, faz-se de uma maneira diferente daquela que se fazia quando não se tinha filhos.

 

Desengane-se quem achar que vai com putos para a praia apanhar sol, ou que vai tirar uns dias para descansar pois por norma quando se regressa de umas férias com putos estamos mais cansados do que quando viemos.

 

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Vale pelo tempo de qualidade que se passa com eles. Vale porque se tem tempo para certas coisas que não se tem no dia a dia. E há estratégias, claro... Estas são as minhas:

 

1-Planear a Estadia

Acabou-se o pôr duas mudas de roupa na mochila e partir à aventura. Há quem o faça mesmo com um rebanho de filhos atrás, é certo. Mas certamente tem mais energia que eu, mais paciência que eu e menos trabalho que eu. Ou não... ou serei simplesmente eu que não sou capaz.

 

Seja como for cá em casa as coisas planeiam-se com uns mesinhos de antecedência. O local é cuidadosamente escolhido em função do interesse da zona em si mas também das características do alojamento.

 

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Até cerca dos 2 anos ainda é execuível colocá-los nuns bercinhos no nosso quarto, mas há duas coisas a reter. Primeiro é que nem todos os locais (à excepção dos hóteis de maior dimensão) têm muitos berços ao dispor, e por isso ou a reserva é logo feita com garantia de inclusão dos ditos ou corre-se o risco de ter cancelar à última hora. A outra é que convém levar resguardos. Estejam ou não com o desfralde feito acidentes acontecem e ter de pedir outro colchão para o berço é coisa a evitar. 

 

Eu dou sempre preferência a apartamentos, aparthóteis ou hóteis com quartos comunicantes. Enquanto são pequeninos ter acesso a uma kitchenette é essencial. Não só para os que estão a leite artificial, mas também para se fazer uma papa ou guardar uns iogurtes.

 

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Em Vilamoura por exemplo ficamos sempre no meu T1, reservamos o quarto para os miúdos e ficamos nós na sala. Estamos nós mais à vontade que assim também podemos ficar a ver TV depois deles se deitarem e ficam eles também mais resguardados. E quando forem mais crescidos é uma boa desculpa para controlar entradas e saídas...lol

 

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Já ficámos no Vale de Milhanos, um monte alentejano na zona de Serpa, onde optámos por quartos contíguos com serventia de cozinha, e mais recentemente no Parque Biológico de Vinhais, onde tivemos direito a um bungalow inteirinho. De uma forma ou de outra wc privativo e acesso à cozinha são mais que aconselhados. E dou sempre uma espreitadela às críticas online. Tudo o que tenha nota baixa de higiene elimino.

 

2-Planear a viagem

 

Sabendo o destino há que depois ver qual o melhor trajecto. Sendo longe ir pela Auto-Estrada é mais rápido mas também mais monótono e as paragens não ficam baratas. Assim sendo caso seja perto prefiro as estradas nacionais ou vias rápidas. Sendo o trajecto pela auto-estrada inevitável, leva-se um farnel no carro que é mais saudável e mais barato e em vez de ir aos restaurantes da área de serviço assim pode-se parar na zona dos piqueniques e torna-se tudo mais divertido.

 

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Há que não esquecer as actividades para fazer durante a viagem. Para os mais pequenos sou fã das Lousas Mágicas -confesso que tive de ir pesquisar o nome à net pois para mim sempre foram e serão 'aquelas-coisas-para-desenhar-e-apagar'- pois são versáteis e infindáveis. Melhor que levar uma resma de papel atrás e permite uma variedade incrível de jogos. Por exemplo desenhar o que se vai vendo pela estrada, treinar letras e números, ou simplesmente desenhar algo em que se está a pensar e depois o resto da família tenta adivinhar.

 

Pode-se também aproveitar o tempo para cantar e contar histórias (esta segunda é sempre a mais segura para quem tem voz de grafonola como eu) e olhem que não me refiro apenas a uma relação unilateral pais-filhos. Acreditem que por volta dos 3/4 aninhos já eles conseguem contar histórias -simples, claro... mas nem por isso menos interessantes- que vos irão com certeza surpreender. E assim não só descansam vocês a voz como estimulam a imaginação deles.

 

Também levamos sempre umas mini-mochilas com brinquedos para o caminho. Na dele invariavelmente terão de estar carros, na dela bonecas. Deixo-os sempre escolher o que levar, mas há que supervisionar a tarefa ou em vez de mini-mochilas passam a ter malas do Sport Billy (para quem não percebeu a piada vá navegar pela net).

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E não esquecer de levar água para a viagem e uns quantos snacks (qualquer coisa que não faça muitas migalhas no carro é o principal critério). Em relação à água em todas as viagens confirmo que optar pelas cadeiras Graco Nautilus foi a melhor escolha que poderia ter feito. Não só são robustas e confortáveis como têm uns úteis compartimentos para guardar brinquedos e... um porta-copos onde costumamos encaixar uma garrafa de água para cada um.

 

3- Fazer as malas

 

Saber o que levar é sempre complicado, pois quando se tem filhos pequenos não se pode pedir para aguentar o frio que surge de repente em pleno verão ou as famosas chuvas de Agosto e por isso há que ir prevenido e pecar ligeiramente por excesso. E digo ligeiramente ou de repente em vez de ir de carro passam a ter de ir de autocaravana. Mesmo assim, e como já aqui tive oportunidade de referir, ter uma carrinha ajuda muito. Bendita a hora que a Peugeot veio fazer parte da família pois no meu Corsa quase deixávamos de ver os putos no banco de trás, tanta era a tralha que não cabia no porta-bagagens.

 

Aconselho vivamente a que façam uma lista e que a sigam a rigor. Se possível, ponham o dia anterior de férias (mesmo férias, o que implica que seja sem os putos, ok?) para conseguirem fazer as malas com antecedência, e ao regresso recomendo o mesmo... um dia de férias extra. Deveria ser para descansar mas quem é mãe sabe que é para tratar das toneladas de roupa suja, fazer compras para a casa, e arranjar espaço para as 200.000 pedras e conchas que eles insistiram em trazer de recordação.

 

Partilho aqui a minha lista, constantemente sujeita a melhoramentos.

 

Para as criancinhas:

 

DSC_0290.JPG-Roupa de cama: Os resguardos para a cama de que aqui já falei (dois por cada puto para se poder trocar a meio da noite e dar tempo para lavagens) e confirmar se há lençóis, cobertores, etc;

-Roupa: 1 muda de roupa por dia mais uma extra a cada dois dias, para evitar ter de se lavar roupa;

-2 ou 3 pijamas por semana (ter em conta a temperatura do local para onde se vai e a eventualidade de haver um descuido nocturno ou dois por causa da excitação);

-calçado: chinelos que tanto dão para andarem por casa naquelas situações em que o piso é mais frio como para uma ida à piscina ou à praia, um par de ténis e um par de sandálias a cada um;

-chapéus para proteger a moleirinha dos catraios e não terem de passar as férias a baixar-lhes a febre;

-objectos de transição (incluem-se nesta categoria as chuchas e os bonecos para dormir, mas também as fraldas ranhosas que muitos putos insistem em arrastar pelo chão antes de colocar na caminha lavada)

 

Para todos:

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-Kit de primeiros socorros não só com o normal para crescidos (ainda tenho de aqui falar sobre isso mais em pormenor pois já lá vai o tempo da água oxigenada, ao contrário do que muita gente ainda acha), porque acreditem que pelo menos um joelho esfolado há sempre, e um penso rápido daqueles com bonecos toda a gente sabe que tira as dores;

-Kit de praia: chapéu de sol, toalhas, protector solar, baldes e pás e meia dúzia de forminhas; um saco grande para um dos crescidos levar as toalhas e as braçadeiras dos putos e de resto os baldes eles que levem e vão ver como a vossa vida fica muito mais fácil e eles deixam de insistir em levar a casa às costas; não esquecer depois no destino de levar água e qualquer coisita que se coma (pessoalmente sou fã de fruta, uma ou outra bolachinha e porque não uns frutos secos);

-Kit roupa: daqueles simples que se encontram por pouco mais de 1€ à venda em cada esquina mas que são sempre precisos quando as lojas estão já fechadas e que incluem linha, tesoura e meia dúzia de molas e botões para um arranjo de emergência;

-documentos (documentos de identificação e cartões de saúde para uma eventual ida ao médico que seja necessária)

-medicamentos SOS: para nós, aqueles mais básicos como Aspirina ou Ben-U-Ron para aguentarmos aqueles dias em que o céu se parte e cai um toró que nos obriga a ficar fechados em casa com aqueles pequenos anjos que se transformam em diabretes, mas também um Imodium ou um Ultra-Levur vêm muitas vezes a calhar para os disparates alimentares que se fazem nestas alturas; para eles NUNCA esquecer o parzinho maravilha Ben-U-Ron Xarope e Brufen Xarope, mas também as belas das pomadas como o Fenistil e uma pomadinha hidratante;

-toalhetes (mesmo depois do desfralde acreditem que dá sempre jeito quanto mais não seja para limpar mãos e bocas);

-produtos de higiene: para não esquecer nada o segredo é pensarmos naquilo que vamos fazendo ao longo do dia e assim temos champô, gel de banho, desodorizante; escova/ pente cabelo, elásticos e ganchos; escovas dentes, pasta, fio dental e elixir; e.... algo que muita gente esquece: kit unhas com o belo do corta unhas, uma tesourinha pequena e uma lima;

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-repelente insectos: se forem para uma zona costeira ou de grande vegetação que vos cheire levemente a que possa ter insectos, e porque em férias de verão a probabilidade de ter de se abrir uma janela ou apetecer dar uma volta mais tardia pelo exterior é grande, é aconselhável levar aparelhos repelentes de insectos. Há os de tomada e há os de lapela. Nós temos um desses de lapela da Chicco, que tanto encaixa no carrinho de passeio ou na mochila, mas confesso que o que uso mais regularmente é o de tomada. Ou coloco no corredor e deixo lá ficar, ou no quarto deles e retiro antes deles se deitarem.

 

4- Planear actividades

 

Durante a estadia há que não esquecer que as actividades devem ser diversificadas. Não custa nada levar papel e uns lápis de cor para aqueles momentos em que precisamos estar mais sossegadas a preparar refeições. Caso exista leitor de DVDs também não pesa nada levar um ou dois filmes de desenhos animdos para se ver em família, mesmo porque a TV cabo que existe nos locais de destino nem sempre é igual à que temos em casa e assim sendo aqueles desenhos animados que eles estão habituados a ver poderão não estar disponíveis.

 

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Depois para as actividades ao ao livre, raquetes e bolas vêem sempre a calhar mas do que eu sou mesmo fã é dos papagaios de papel. Quando eu era pequena o meu avô materno ajudava-me sempre a fazer um com canas e jornal. Hoje em dia já conseguem encontrar em muitos hipers e lojas da especialidade a um preço acessível. Na Tiger por exemplo têm papagaios muito originais e em conta.

 

5- Divirtam-se!

 

Parece estranho acabar esta forma, mas na realidade (e falo por mim) damos por nós tão stressados a seguir as rotinas das férias (da mesma forma que seguiriamos se estivessemos a trabalhar) que nos esquecemos de nos divertir. Não é obrigatório irmos para a praia, não é imprescindível almoçar ao meio dia em ponto. Férias são para relaxar, curtir estar com os putos sem tempos definidos e rirmo-nos da chuva que não tarda em passar enquanto nos enroscamos em família no sofá. Por isso, independentemente do destino escolhido... aproveitem o tempo de qualidade! Façam aquilo que normalmente não conseguem fazer. Aproveitem para os conhecerem melhor e darem-se a conhecer melhor. Contem histórias da vossa infância ou do tempo em que eles eram bebés. Falem da família, das vossas experiências de vida, de como se ligava um ZX Spectrum 48K ou se saltava ao elástico. De certeza que eles vão gostar e de certeza que isso vos irá aproximar.

 

E depois... venham cá contar e partilhar sugestões!!

(Des)Gostámos: Perdidos no Paraíso

por twin_mummy, em 23.07.15

Neste caso gostámos e muito. Garanto-vos que foi no Paraíso que nos sentimos no Parque Biológico de Vinhais.

 

Tudo começou com a ideia de visitar a terra da avó paterna, perto de Vinhais. Como quem tem crianças desta idade percebe, ficar num hotel é complicado. Não só pelo preço como pela logística pois encontrar quartos contíguos e comunicantes é praticamente impossível, e por isso a pesquisa vai sempre recair sobre apartamentos ou aparthoteis. E foi assim, um pouco por acaso, um pouco com a ajuda do booking.com, que descobri esta pérola.

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Pertencente à Câmara Municipal de Vinhais, este complexo em pleno Parque Natural de Montesinho oferece um bom ponto de partida para a exploração das zonas circundantes, mas acreditem que só por si já é motivo suficiente para justificar os mais de 400km que o separam de Lisboa. Tendo como objectivo a conservação da natureza e promoção da biodiversidade através de uma vertente de educação ambiental, acaba por dar certamente um grande contributo ao turismo da região. Para nós foi simplesmente um Oásis.

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Para além da zona dos alojamentos em si (à qual já regressarei mais em pormenor), tem também um parque infantil bastante original, um mini-zoo com animais da região e a possibilidade de se fazerem passeios de burro, cavalo ou bicicleta pelos percursos pedestres. Nesse aspecto a recepcionista Paula dá uma grande ajuda em termos de planeamento. Também é com ela que devem falar se quiserem levar umas lembranças do parque (nós optámos por bonés, lápis de cor e cadernos, mas há muito mais e a preços acessíveis).

 

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Todas as actividades extra são pagas à parte, mas devo dizer que, ao contrário de muitos comentários online que vi não me parece demasiado caro. A visita ao zoo é paga uma única vez durante toda a estadia e trata-se mais de um preço simbólico que certamente ajuda na conservação do espaço e dos animais. Desde uma gralha que nos vem dar as boas vindas e nos faz sentirmos especiais (é mentira que mais tarde percebemos que mais desavergonhada que aquela não deve haver já que trata assim toda a gente), até veados, javalis, e as esquivas raposas.

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O passeio no burro Granjo custou 3€ e ajudou a que os meus filhos ganhassem coragem para o passeio a cavalo, onde meia hora de volteio custa 6€ e um passeio pelo campo 30€.

 

Agradecimento especial ao tratador André, que ao vermos o carinho com que cuida daqueles animais e a paciência que tem para os miúdos ninguém adivinharia que ainda recentemente era jardineiro de profissão. Fruto do curso de treinador, é certo, mas sobretudo fruto do valor que lhe é intrínseco, a presença dele ali fez toda a diferença. Foi ele que conduziu as aulas de volteio dos nossos mabecos (as, no plural...porque não lhes bastou uma e mais tempo lá estivessemos mais haveria certamente), no sereníssimo Sarko e que depois nos acompanhou no passeio pelo campo.

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Uma nota a reter desse passeio é que quando eu e o co-(ir)responsável procuramos um momento de relax há SEMPRE qualquer coisa de altamente improvável a acontecer. Neste caso, e apesar do mais expectável ser eu cair do Escolinha, o mais alto cavalo que já alguma vez montei (mas verdade seja dita, um dos mais dóceis e por isso seria completamente despropositado o meu receio em montar um cavalo assim, depois de mais de 10 anos sem montar), foi o meu companheiro de viagem que teve direito a ser brindado com uma série de virares de pescoço e alongamentos relâmpago do Cogumelo que lhe valeram uma rédea partida. Mais uma vez o André esteve à altura e tudo foi resolvido com serenidade e muita risota.

 

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O momento foi também capturado pela GoPro HERO4 Silver que eu levava no toque (que jeito que estas novas tecnologias dão), mas por respeito para com o cavaleiro, que também esteve à altura, decidi não partilhar. Brindemos antes ao lado mais positivo da experiência equina, que levou os meus filhos a apaixonarem-se pelo Ervilha (o jeitoso da foto do lado) e deixem-me reforçar que caso a gralha ou o dito cavalinho precisem de babysitters temos dois mabecos desejosos de os esborracharem com mimos. Bem... a eles e a todos os outros animais, que em tanto nos dificultaram a partida.

 

Quanto ao alojamento, tivesse eu prestado mais atenção e faria a reserva directamente com o Parque e assim pouparia 15€/ noite. Mesmo assim foram 115€/ noite por um luxuoso bungalow T3 (para 6 pessoas) mesmo encostado à piscina biológica, tendo 25% do valor sido dado aquando da reserva, a título de sinal (o que origina alguma estranheza para quem faz reserva pelo booking já que se coloca na mesma os dados do cartão de crédito, mas enfim). 

 

Também podem optar pelo T2 a 65€/noite (para 4 pessoas), o T4 a 135€/ noite (para 8 pessoas) e brevemente um dos T1 que parece uma casinha de Hobbit a 45€/ noite (os designados POD's). Quem vê ao longe não acredita, mas dentro daquelas redondelas minúsculas cabe uma cama de casal, uma sala com kitchenete e um wc.

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Sei porque não resisti e fui espreitar. Ainda não estavam acabados à data da nossa estadia, mas garantiram-me que seria para breve. Ressalva feita de que há os bungalows que têm vista de montanha e os que estão coladinhos à piscina. O meu conselho? Os da piscina! Valem o luxo e juro que não há melgas. Eu depois explico porquê... não o farei já para não assustar logo à partida e porque garanto que assusta apenas a ideia, mas adiante...

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Pontos bons e a melhorar há sempre, quer do ponto de vista da família de loucos que se aventura desta forma com dois mabecos de 4 anos, e que inevitavelmente acaba por aprender por tentativa e erro, quer do ponto de vista do empreendimento, e da região, e por isso aqui fica o meu testemunho como cliente e viajante (que vale o que vale), mas também a partilha da experiência em si, a título de sugestão para quem, como eu, acha que vale a pena dar uma educação diferente às crianças ou, morrer a tentar... 

 

E por falar em morrer a tentar deixem-me que lhes diga que Junho em Trás-os-Montes é como Agosto em pleno Alentejo. Faz calor-comó-caraças! E porque já estávamos de certa forma à espera que assim fosse, planeámos a viagem para que se iniciasse o mais cedo possível. Habituados a levantarem-se às 7h00 para ir para a escola, e com a excitação da viagem que os fez trocar a festinha de final de ano por esta aventura, foi para os mabecos bastante simples levantarem-se ao raiar da aurora. Eram 8h da manhã e já nos faziamos à estrada. Primeira paragem na estação de Serviço de Aveiras para nos reunirmos com os avós paternos e lá seguimos nós, ainda pela fresquinha.

 

Porque a época é de viagens, e porque haverá certamente quem este ano fará a primeira com os seus rebentos, com as mesmas dúvidas que eu tinha e com tantas outras que eu ainda tenho, prometo que me dedicarei em breve de uma forma mais aprofundada às viagens de carro com mabecadas, mas para já, e porque a viagem era longa e inevitavelmente teria de falar dela, aqui ficam apenas umas dicas.

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Antes de mais planear bem o trajecto. Vejam bem os kms que necessitam percorrer ao todo e dividam-no por etapas em função das horas de refeição e das médias horárias que podem fazer em determinados trajectos, contando com uma pausa ou duas para idas ao WC. Se na auto-estrada podem andar a 120kms/h nas vias rápidas e nas estradas nacionais não é assim. Para além dos limites de velocidade  há que ter em conta o estado do piso e o trânsito em locais onde a ultrapassagem não é permitida por kms. Depois é a velha questão de que 'bom comer' e 'estação de serviço' nunca farão parte da mesma frase, a não ser que haja um 'não' ali pelo meio... E por isso snacks comidos no carro (maçãs, nectarinas, bolachas, e muita água) e almoço num restaurante a sério estava decidido desde o início.

 

Assim, depois da pausa de Aveiras, optámos por seguir pela A1 e sair para o IP3 em Coimbra com direcção a Viseu, onde apanhámos a A24 até Vila Real. Depois passámos para a A4, onde fizemos uma pausa de 15 min na estação de serviço junto a Lamas de Orelhão, entre Murça e Mirandela, onde além das idas ao WC por que tanto ansiávamos depois de 3h de caminho, e a compra desesperada de garrafas de água fresca porque o calor já era avassalador, ainda deu para comprar uns produtos regionais (recomendo os chás e doces).

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Paragem em Mirandela para almoçar no restaurante O Pinheiro (escondido numas escadinhas transversais à rua principal), onde uma dose dá para duas pessoas e a simpatia dos donos cativa de tal forma que lá voltámos a parar no regresso. O desvio é pequeno e juro que vale a pena provar a célebre posta Mirandesa ou a vitela grelhada. Para 4 adultos e duas crianças bastaram 3 doses. Os doces sinceramente seria um ponto a melhorar, mas o vinho tinto da região servido fresquinho -oh que mal que isto soa a alguém que como eu tem uma costela alentejana, mas que bem que sabe a alguém que, como eu, enfrentava quase 40ºC- faz-nos esquecer qualquer coisa que possa estar menos bem. Seguimos para a N315 até Rebordelo e a N103 até Vinhais. Dali até ao Parque Biológico são uns meros 2kms e as placas de sinalização ajudam os mais distraídos.

 

E depois de quase 500kms de estrada feita com um calor abrasador, e depois de quase 8h de viagem, foi este o cenário que nos fez perder a compostura e originar uma correria desatada para a piscina.

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O bungalow que nos calhou foi logo o primeiro da esquerda. É bastante espaçoso e tem todas a comodidades de uma qualquer casa ou apartamento (à excepção do forno que confesso, daria bastante jeito para fazer refeições de forma rápida e simples), mas tem um pouco mais que isso.

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Tem aquele toque extra que não era de todo necessário mas que calha tão bem. Um 'je ne sais quois'.

 

Um quadro aqui, uma planta ali. Tudo magistralmente decorado e mobilado estilo catálogo da IKEA. E não, não é apenas em sentido figurado. É mesmo tudo (ou quase tudo) IKEA. E assim se tem um belo exemplo que alguns apontamentos que não serão assim tão caros fazem toda a diferença e conferem o tal factor 'UAU' de que muitas vezes se fala.

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Três quartos com 2 camas individuais (neste aspecto poder haver a opção da cama de casal confesso que ajudaria muito já que passámos todas as santas noites a tentarmos navegar ao encontro um do outro) e dois wc's completos, uma kitchenette com acesso directo a uma sala suficientemente ampla para tomarmos as refeições em conjunto, mas com um deck a convidar de forma desavergonhada às refeições exteriores. E nós, de forma completamente desavergonhada cedemos à tentação de tomar os pequenos almoços no tal deck, com os pezinhos quase de molho na piscina biológica.

 

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E assim chegámos à explicação do porquê de não haver melgas a sugarem-nos o tutano, apesar da proximidade à água. Confesso que para mim foi uma estreia, e que quando falaram em piscina biológica contemplei desde logo os nenúfares e coloquei a hipótese de haver uma rã ou um sapo a pulular nas proximidades.

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Mas ver cobras de água e patos estava além de qualquer sonho mais extremo. Para nós e para os miúdos fez confusão os primeiros 5 minutos já que assim que chegavamos a um raio de menos de 2/3 metros dos ditos animais eles desapareciam para a zona das plantas, mais encostada às extremidades da piscina. Mas a minha sogra assim que ouviu falar em cobras perdeu a vontade de por o pezinho de molho.

 

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O mais curioso é que no dia seguinte, quando fomos visitar a terra dela, ansiou pela visita ao rio, onde costumava tomar banhos e onde, é claro, não existe qualquer animal...

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Aproveitámos também para tentar chegar à zona das antigas Minas da Ervedosa, há muito desactivadas, mas que poderiam, a meu ver, ser ainda um ponto de interesse e de aposta num turismo diferente. Devo confessar que o primeiro pensamento que me veio à mente foi que se estivessemos em Espanha talvez o cenário não fosse este. A beleza das casas antigas da zona e da ponte contrastam com o estado de degradação em que se encontram.

 

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Nenhum dos recantos daquele rio límpido se encontra aproveitado, as estradas estão em mau estado de conservação e as casas tradicionais dão agora lugar a casas de tijolo, sem qualquer alma. Imagino ali um campo aventura com acesso à mina, imagino ali turismo rural de qualidade, com prova de iguarias locais. Consolo-me com o carinho da Maria 'Micha', amiga de infância da mãe da minha sogra, que nos oferece uma sombrinha, um copinho de água fresca e um caloroso sorriso rematado por 'Venha daí um abraço, caralh_!'

 

É assim esta gente, que não nos deixa partir sem uma caixinha de marmelada caseira e uma garrafinha de jeropiga, mas sobretudo com os olhos lavados de lágrimas pelas saudades das gentes e das terras de outros tempos. Se voltam? Acho que depende de nós... A quem tem poder económico para isso fica a sugestão. Por curiosidade fui ver e uma casa recuperada anda à volta dos 55.000€, uma por recuperar 15.000€. Mas claro que haver por parte da governação outro cuidado pelo nosso património cultural e natural ajudaria... 

 

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Curiosamente, na terra das cerejas só as vimos nas árvores ou a cairem desamparadas no chão sem que ninguém lhes tocasse. Peixes de rio também não apareciam em ementa nenhuma. Basicamente a oferta variava entre a Posta Mirandesa e a Alheira de Mirandela. Ambas degustadas com fervor, é certo, e seja feita a devida homenagem à Ana e à Elsa (quem tem filhos da idade dos meus percebe o sorriso que tais nomes em conjugação nos provocam, quem não tem vá já ver o Frozen), duas das colaboradoras do Parque Biológico de Vinhais que nos confeccionaram uma refeição digna de ser servida num dos melhores restaurantes da zona (pena o Parque não ter um serviço de refeições mais regular), mas como não fizemos apenas uma refeição qualquer variante a tal menu seria bem apreciada.

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Valeu-nos a recomendação para uma visita ao Restaurante 'Vasco da Gama', na rua principal da Vila, pois a experiência do dia anterior no Restaurante Comercial (que dista do primeiro por apenas alguns metros) tinha sido para esquecer (desde um cheiro horrível a fritos, loiças, toalhas de mesa e instalações pouco cuidadas para não dizer sujas... upsss... já disse!, até comida mal confeccionada). Uma vergonha para um Restaurante de localização tão central, em frente à Câmara Municipal, que aparece em tantas sugestões.

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Mas demos então o merecido ênfase aos que se destacam pela positiva. À entrada do Restaurante Vasco da Gama fomos logo calorosamente recebidos pelo Sr. Vasco. Assim que me falaram dele pensei tratar-se de homem culto e de humor refinado para aproveitar o facto de se chamar Vasco para dar tal nome ao Restaurante. À saída, quando me deram o cartão de visita para facilitar a próxima reserva (sim, tencionamos lá voltar tantas vezes quanto possível for, ou mais ainda) percebi a minha ingenuidade já que mais do que Vasco lá constava 'Vasco da Gama' no nome do proprietário.

 

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Navegando certeiro pelo mar dos grelhados o tal senhor Vasco da Gama, serviu-nos umas costeletas de cabrito magistrais. Mas a estrela terá sido a D. Zélia com o seu incomparável arroz de cogumelos. E para sobremesa? 

-Se soubesse mais cedo que vinham teria preparado alguma coisa especial. Só tenho um queijinho fresco de cabra com doce de cereja caseiro.

 

E foi assim que ficámos perdidos por ali, e foi assim que vim para casa com um frasco de doce, que 'Não se vende por dinheiro algum' mas que se dá aos amigos de bom grado. E foi sobretudo assim que deixei parte do meu coração em Vinhais.

 

Ervilha... nós voltamos!! Quanto mais não seja em pleno Inverno para ver o Parque Biológico coberto de neve e tentar compreender até que ponto darão serventia à lareira existente numa das muitas castiças paragens de autocarro da zona... Nós voltamos!!

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Pérolas dos mabecos: os Pinóquios

por twin_mummy, em 13.08.14

Estavamos nós a ver uuma série infantil estilo Rua Sésamo em que um dinossauro de brincar, de seu nome Barney, se transforma em dinossauro tamanho XS (e digo XS porque aquilo não tem tamanho de dinossauro) que fala e interage com criancinhas (MEDOOOO!! Muito medooo!!), em que a história do dia era a busca por um animalzinho perdido, e o desespero da dona do bichano.

 

A dada altura as criancinhas oferecem-se para ajudar a procurar -e nesta altura confesso que já me estava a babar no sofá- e oiço o meu filho exclamar:

-Olha os pinóquios!

 

Juro que fiz um esforço para olhar com mais atenção e tentar perceber se algum dos putos tinha o nariz demasiado comprido ou se estava a mentir, de gato escondido atrás das costas. Mas não... estavam com os binóculos a tentar localizar o gatinho...

As Aplicações do Sr. Sapo

por twin_mummy, em 01.02.14

Este ano, como prenda de aniversário, decidimos aceder ao pedido dos mabecos e comprar-lhes um computador, que na versão infantil será nada mais, nada menos que um 'tablet', ou 'tabelete' como muito boa gente diz.

 

Sim, eu sei que o tema é polémico pois muita gente acha que crianças desta idade não precisam de tecnologias, mas apenas de brincar, e também porque existe um certo receio de que depois fiquem demasiado presos ao bicharoco e deixem... de ser crianças. Mas caramba... para evitar isso estamos cá nós, certo? No meu entender não é por darmos um gadget aos miúdos que nos podemos demitir de ser pais.

 

Confesso que ainda andei a ver alternativas mais baratas, mas sinceramente, dar 12€ por um tablet infantil de teclas pré-definidas que não terá mais que 3 ou quatro funções, em que se ouve o abecedário com voz abrasileirada e os números com som metálico não é a minha ideia de dinheiro bem gasto. Nem mesmo os 30€ que me pediam por aqueles falsos laptops infantis, de écran com um grafismo a fazer lembrar os jogos dos anos 80, me parecia ser um bom investimento. E por isso optámos por 2 tablets adaptados para crianças, com os contornos mais aborrachados e algumas aplicações pré-definidas, e ainda não nos arrependemos. 

 

Para quem está nesse dilema deixem-me garantir que é possivel serem utilizados ocasionalmente, de forma lúdica, e será também uma boa oportunidade para interagirmos com eles de modo pedagógico. E não me refiro apenas à parte pedagógica de os ajudarmos a compreender as aplicações em si e a fazer a correspondência entre o que aprendem nas aplicações e o que podem depois fazer na vida real, mas também 'pedagógico' no sentido de que só podem pegar nos tablets depois de tomar banho, de jantar e de lavar os dentes, se se tiverem portado bem nesse dia, e depois de arrumarem todos os brinquedos.

 

Também temos enfatizado a importância de continuarem com as restantes actividades, e ao fim de quase 1 mês de utilização é bom perceber que eles próprios já dizem 'Vou desligar!' por livre iniciativa. Por um lado porque explicámos que os aparelhos têm de ter tempo de recarregar, por outro porque explicámos que faz mal aos olhinhos estar ali muito tempo a olhar, mas sobretudo porque fazer puzzles com o mano/a ou brincar às familias com os Playmobis continua a ser igualmente interessante.

 

Confesso que me revolve as entranhas haver certos pais que instalam monitores no carro. Espero sinceramente que não seja apenas para manter as criancinhas caladas durante a viagem, e que actuem de forma inconsciente relativamente aos malefícios de visualizar as imagens com o carro em andamento. Também reconheço ser fã da Playstation enquanto consola, mas não tanto da versão portátil (PSP) pela facilidade que haverá em levá-la para festas e eventos (como já vi tanta vez não só em crianças como em adultos), assim como de jogos para telemóvel durante formações e reuniões de trabalho. Não percebo, e acho uma falta de respeito desmesurada quer pelas pessoas que nos rodeiam, quer pelo próprio sentido da vida. Mas não devemos descurar de todo a importância que as tecnologias têm no Mundo em que vivemos, e habituá-los desde cedo a saberem-se movimentar nesse Mundo faz-me todo o sentido.

 

Por todos estes motivos, e porque no fundo são crianças, procurámos instalar aplicações que fossem igualmente educativas e lúdicas, e em que se falasse inglês (que estamos agora a iniciar aqui por casa) ou português de Portugal. É que apesar de ter amigos brasileiros, ser fã do pão de queijo da minha querida Letícia, e ter umas saudades monstras da minha querida manicure Luciana, sou também acérrima defensora que as diferenças de lingua devem ser para manter (sim, sou de facto -e não de fato- completamente anti novo acordo ortográfico), tal como todas as outras que definem um povo e uma cultura. 

 

Ora acontece que descobrimos que o nosso amigo Sapo tem esse tipo de aplicações. Temos já instalado 'O comboio do Sapo' e 'O ABC do Sapo'. Enquanto o primeiro é bastante diversificado em termos de tarefas, ensinando-lhes as cores, onde vive cada animal, quais os objectos adequados a diferentes profissões, etc o segundo mostra as letras do abecedário, associadas com uma imagem e uma palavra ilustrativa dessa letra. Mas também, se carregarmos na imagem do próprio sapo que aparece no início, podemos divertir-nos a atirá-lo ao ar, como se de um boneco de trapos se tratasse. Eu confesso que gosto, e que de vez em quando, nos dias mais stressantes, depois de deitar os miudos, surripio um dos tablets e delicio-me a esparramar o bicho de encontro às paredes. Pode parecer sádico, mas ele não se queixa, e se ali está é para lhe darmos uso, certo? 

 

E também por isso aproveito para dizer ao Sr. Sapo que toda a família é já fã das aplicações e que gostariam de fazer o apelo para desenvolverem mais, naquele bom português que nos faz tanta falta.

A repreensão

por twin_mummy, em 22.12.13

-Mamããããããã!! -exclama a Patapon de forma séria e preocupada.

-Que foi, querida? -respondo eu enquanto entro no quarto dos mabecos.

-Olha ali!!

-O que foi?

-Os Pequenos Escuros, mamã!! (para quem não conhece é um excelente livro da Chicco que ajuda os miúdos a ultrapassarem o medo do escuro, contando a história dum bonequinho que tinha medo da luz e que nós aproveitámos para transformar mesmo em boneco)

-Olha, pois é... estive a fazer as vossas caminhas de lavado e esqueci-me deles ali. (eles 'dormem' debaixo da almofada dos mabecos)

-Mas estão à luuuuz! E tu sabes que têm medo! -diz ela no tom mais preocupado do Mundo.

-Tens razão, mas esqueci-me...

-Ai, ai! -repreende-me ela a abanar a cabecita.

 

... e foi assim o primeiro raspanete que levei da minha filha que ainda nem completou 3 anos. Isto promete...

Carta de peão

por twin_mummy, em 05.12.13

Se é certo e sabido que muita gente necessitava de tirar a carta de condução (e não digo renovar mas tirar já que aquilo não é saber conduzir), todos os cidadãos deveriam ter carta de peão.

 

Aqui há dias ia eu estrada fora com os miúdos numa coisa estranha que se chama carro, e ao circundar uma rotunda aparece-me uma viatura mais estranha chamada peão pela frente. Sim, havia passeios desimpedidos de um lado e de outro, mas a senhora achou que seria melhor encurtar caminho pelo rotunda e saltou-me para a frente do carro. Acham que se assustou? Pelo contrário! Depois de atravessar pelo meio da rotunda continuou estrada fora a CIRCULAR À MINHA FRENTE! E eu lá fui a 5 kms/h, a buzinar e a fazer sinal de luzes, já que os carros estacionados em 2ª fila não me permitiam ultrapassar aquela viatura sórdida.

 

Mais uma vez a senhora lá continuou impávida e serena, e só junto ao cruzamento é que decidiu encostar-se um pouco para o lado, permitindo a minha passagem, mas nem assim recorrendo àquela coisa calcetada que eu acho que serve para os peões circularem mas que pelos vistos não é de uso consensual. Claro que perante a revolta dos próprios mabecos, que na sua maturidade de quase 3 anos, não queriam acreditar no que viam, não resistimos a apelidar a senhora de 'Palhacita' e seguimos caminho guardando a indignação no bolso das calças.

 

Mas pior que por em risco a própria vida é por em risco a vida de terceiros, e já por diversas vezes apanhei valentes sustos em manobras de estacionamento junto à escola dos mabecos devido aos peões que circulavam com crianças (não digam que são pais ou avós porque ninguém que faça uma coisa dessas merece essa classificação) decidirem passar encostados ao carro interrompendo o sentido da marcha do mesmo. Poderiam passar em qualquer outro sítio, poderiam esperar 30 segundos (já que não serei das pessoas mais demoradas a estacionar), mas não... é muito mais emocionante colocarem em risco a vida delas e das criancinhas que nem sempre levam um pouco mais protegidas ao colo, mas frequentemente seguram-nas pela mão mais próxima ao meu carro, a servir de pára-choques.

 

Outra coisa que me fascina são as passadeiras. Eu sei que há locais onde, devido ao nosso excelente planeamento rodoviário não existe uma única em dezenas de metros, ou quando existe, não serve de todo as necessidades pedonais. Mas outros locais há (e não serão assim tão poucos se repararem) em que as passadeiras estão práticamente lado a lado. Costumamos circular por uma rua em que existem 2 a menos de 5 metros uma da outra, e mesmo aí há sempre um Palhacito qualquer que decide atravessar entre ambas. Juro! E como a dita rua é a subir e os marmelos atravessam logo ao início quando estamos a acelerar para fazer a subida, tal comportamento incauto acaba por originar as manobras mais estranhas por parte dos condutores. Mas pior será para os que vêm embalados a descer e que são obrigados a parar de repente porque essa maltinha não só atravessa em local impróprio como se atira literalmente para a frente das viaturas. E o condutor que se desenrasque, ora essa!

 

Agora se destes fenómenos muita gente se queixa, acho estranho não haver mais gente a queixar-se de um outro que também incui peões mas em igual medida, ou seja... quando circulamos como peões cuidadosos que somos e levamos com um outro peão em cima. A minha mãe tinha uma colega invisual que costumava queixar-se que os outros eram 'mais cegos' que ela, que constantemente levava encontrões ou colidia com objectos transportados por terceiros (nunca percebi bem esta expressão pois sempre me fez mais sentido dizer 'segundos', mas enfim...). Não poderia concordar mais. Já me aconteceu por diversas vezes, mas registo em particular 2 destas situações que me marcaram de uma forma especial.

 

Uma foi quando os mabecos tinham cerca de 10 meses, e eu aproveitei uma pausa concedida pela minha sogra para ir à Primark comprar uns trapinhos, porque atendendo ao estado de magreza concedido pela amamentação (ai que saudades), já nada me servia. Estava eu na secção das gajas quando uma troglodita recolhe uma peça de um expositor e avança em marcha-atrás. Vi-a recuar e até me desviei, mas não contei que a dita senhora decidisse depois rodopiar e acertar-me com o cotovelo em cheio no peito direito. Numa situação normal seria complicado, mas para quem está a amamentar gémeos e a fazer concorrência à Mimosa com os seus 2 litros de leite/dia, acreditem que dói. E muito! Perante um 'Ah! Desculpe!' limitei-me a ganir conforme pude e a recorrer ao banco existente no exterior da loja para tentar recuperar o fôlego.

 

No dia seguinte estava a ser assitida de urgência pois tanto enchia frascos com leite natoso como com sangue. E a dita senhora calculo que estivesse muito bem refastelada a disfrutar dos seus trapinhos novos. Mas queixar-me para quê? Ela pediu desculpa, certo? Isso deveria acabar com a dor e com a preocupação de poder ficar com sequelas ou poder não voltar a amamentar. Foram dias de horror, mas felizmente (até à data) parece não ter passado de um susto.

 

Outra situação foi mais recentemente à entrada da escola dos miúdos, e doeu-me muito mais que 200 cotoveladas...só porque não foi directamente comigo, mas com o Pandinha. Não é que eu me ache inesquecível, mas o facto de se ter gémeos chama a atenção. E há diversas pessoas que metem conversa só por causa disso. A senhora em causa por diversas vezes se mete com os meus miúdos, e tenho-a em conta como sendo uma pessoa simpática e cautelosa. Só é pena não ter aquela capacidade de raciocínio dedutivo que não se aplica apenas à matemática mas que tanto jeito dá para a vida. Recordam-se do famoso 'se X, então Y?'. Pois aplicado ao caso em concreto seria 'Se Patapon, então Pandinha!' Simples, certo? Mas eu explico melhor e traduzo em miúdos (ou mabecos, como preferirem). Sabendo que são gémeos (como ela sabe), ver um significa que o outro em princípio não andará por longe. Então porquê ver a Patapon através da porta do edifício e em vez de questionar onde andaria o outro (eu própria estava a cerca de 1 metro da porta) simplesmente abrir a porta com força?

 

Pois... acertou na cara do Pandinha, que não só caiu desamparado de costas no chão como ficou com um pé entalado debaixo da porta. 'Desculpe!!', ouvi eu meio abafado, pensando que ela por esta altura já o estaria a ver bem, mas afinal só perante o meu grito de súplica 'Não abra mais a porta!!' é que ela percebeu que o estava a magoar no pé. Seguiu-se novo pedido de desculpas, que não o teria visto, que apenas viu a mana. E eu ali fiquei a consolá-lo sem saber muito bem como responder. Se acho que poderia ter sido mais previdente? Acho que sim. Mas também de certeza que não o fez de propósito e erros todos cometemos, certo? O problema é que não foi comigo, mas com a minha cria, e o meu instinto maternal exacerbado e animalesco não me permitiu proferir mais que um 'Acontece, deixe lá!', por entre os dentes serrados.

 

Eu sei que temos de manter a calma, eu sei que nem sempre a vida é fácil e as pessoas andam meio perdidas nos seus pensamentos. Por causa da crise, por causa do amor (ou da falta dele), por causa do tempo (porque o inverno é estatisticamente deprimente, como bem comprovado pelo aumento de taxas de suicídio nesta época), ou do trabalho (da falta dele ou da dificuldade em o manter). Mas problemas também eu tenho e um deles é com palhaços! Que me perdoe o Batatinha e a Picolé mas nunca gostei de palhaços! E desculpem lá o meu mau feitio, mas só me apetece jogar fora a minha carta de peão, as minhas boas maneiras, e ir ao focinho desta gente! E depois... pedir desculpa! Claro!

Leis de Murphy Infantis e as férias

por twin_mummy, em 22.07.13

Quem tem filhos sabe de que falo! Se há dias na vida em que a Lei de Murphy se aplica, quando envolve crianças o efeito é exponenciado, e quando tentamos ir de férias com eles então... bem... é inexplicável!!

 

Mas para quem não percebeu ainda, vou tentar dar umas luzes. Num dia normal é certo que o pão cai sempre com a manteiga para baixo, e que quando temos pressa todos os semáforos são vermelhos. Mas nestes casos não envolve necessariamente uma criancinha a rebentar-nos os tímpanos. Agora imaginem estes mesmos cenários ou outros quaisquer em que os acontecimentos de bosta se sucedem e que temos não uma mas, no meu caso, até duas criancinhas histéricas a tentar ajudar.

 

Querem pior? E tudo isto numa casa que não é a nossa e a kms de casa? Ainda não estão convencidos? Vou tentar então ser mais explícita, e quem já tem mabecos por favor pronunciem-se se não é assim para que os outros não achem que é exagero. Ora aqui ficam algumas das Leis de Murphy Infantis mais observadas cá em casa sempre que tentamos ir para algum lado com eles.

  • Podem fazer o mesmo caminho sozinhos 1000x sem que aconteça nada, mas quando vão com crianças há sempre um qualquer azelha que provoca um acidente estúpido que vos acaba por reter numa fila com um (ou no meu caso 2) putos a gritarem ‘Ainda falta muito, mamã?’ de 2 em 2min;
  • A meio da viagem, precisamente entre uma estação de serviço e outra, descobrem sempre – da pior maneira – que se esqueceram de algo essencial como… água!
  • As chuchas no carro caem sempre para os locais mais improváveis e inacessíveis que vos obrigam a fazer paragens de emergência (sim… experimentem ouvir aquilo mais que 5kms e percebem que é uma emergência);
  • É tão certo ouvi-los todo o caminho a comentar as coisas que vão vendo, a perguntar se falta muito ou simplesmente a fazer birra, como certo é adormecerem a 5kms do destino;
  • Assim que chegam ao destino há sempre um que se entala, ou cai, ou fica com febre;
  • Por muita medicação que levem para uma viagem eles irão sempre necessitar exatamente daquele que se esqueceram de levar;
  • No seguimento das anteriores, e porque uma desgraça nunca vem só, a farmácia de serviço fica sempre a kms de distância ou chegam num dia em que a farmácia mais próxima está fechada;
  • Tentem também explicar com ar sério que não levaram a pista de comboios porque com tanta tralha era impossível encaixar mais essa num porta-bagagens minúsculo, a uma criancinha que vos olha com o maior ar de desilusão do Mundo;
  • Se estão no pino do verão e levam roupa fresca é certo e sabido que as noites estarão um gelo, e o inverso se aplica de inverno, em que há sempre um dia de derreter as pedrinhas da calçada com os putos calçados com botas de pêlo;
  • Se perto da vossa casa há 200.000 pessoas a opinarem sobre como deverão tratar dos vossos filhos preparem-se porque quando vão de férias há sempre um ‘vizinho de toalha de praia’ bastante mais opinativo que qualquer familiar vosso e que, por um extraordinário acaso, acabam sempre por encontrar;
  • De manhã, quando tentam despachar-se para ir para a praia, há sempre um que se lembra que fazer cocó no bacio é prioritário em relação a tudo o resto, ou que quer brincar com algum boneco tosco, mas no pino do calor gritam a plenos pulmões que querem ir para a praia;
  • No regresso há sempre algo que fica para trás e é uma sorte se não for o boneco preferido deles...

E claro que com tudo isto contem em voltar mais cansados do que aquilo que foram, e pensem sériamente antes da próxima viagem se não seria melhor deixarem-nos com alguém e fugirem vocês.

 

Querem saber que mais?? Foi mesmo isso que tentámos fazer logo de seguida... 

As imagens utilizadas neste blog são na sua maioria de autoria própria ou de amigos e familiares, com o devido consentimento. A autoria daquelas que são retiradas da internet será indicada sempre que seja possível fazê-lo de forma inequívoca, mas mesmo assim poderão ser removidas caso o autor o entenda, bastando para tal contactar-me para o e-mail aqui indicado.


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